Você suporta o silêncio?

Setembro 29, 2010

Poucas pessoas suportam o silêncio. Uma pena! Porque é no silêncio que conseguimos o mais sublime encontro com nossa essência.

Já reparou como tudo em sua volta parece estar mais e mais ruidoso? Parece não, está mesmo. Cada vez mais, como numa fuga alucinante.

Esta semana eu estava em uma grande loja quando algo começou a me incomodar demais. Era o nível de ruído no interior da loja, que mantinha o som nas alturas, tocando uma música de gosto bem duvidoso. Ao reclamar com a gerente, ela me olhou como seu fosse um ET.

Viver em situação de ruído extremo virou uma coisa natural e talvez você nem perceba.

Mas, na experiência da meditação, você tem que silenciar inclusive a sua mente. Se o silêncio externo o incomoda demais, imagine então o silêncio interior….

Pois é nesse silêncio interior, onde não há nada a fazer, nenhum lugar para onde ir, que você vai ter o privilégio de  desfrutar da sua solitude. É justamente nessa magia que você vai vivenciar os mais maravilhosos insights de tudo o que está prestes a se manifestar no mundo exterior.

Paz!

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Tudo é ilusão

Setembro 27, 2010

Nessa semana um tanto punk, busquei a compreensão de muitas coisas em textos sagrados. E eles insistiram em me lembrar que tudo é ilusão, até aquilo que nós consideramos imprenscindíveis. Ilusão. Nem o momento presente é real. Em milésimos de segundos ele já é passado. E continuamos a nos agarrar a coisas mortas, que já não são mais presentes.
Certa vez, durante um trabalho que estávamos realizando na Alquimia Interior, a orientadora nos sugeriu que juntássemos pedras que representavam as pessoas que nos feriram durante essa vida. E as colocássemos em uma sacola.
Algumas pessoas se empolgaram bastante. Encheram suas sacolas com pedras e mais pedras.
Na sequência foi-nos pedido que carregássemos aquela sacola de pedras por uma semana, sem deixá-la de lado por nenhum instante. Foi uma tortura, confesso, embora minha sacola não estivesse tão cheia assim.
Compreendemos que vivemos assim, carregando essas pedras por uma vida inteira e vamos enchendo nossas sacolas mais e mais.
Mas, da compreensão até o poder abrir mão das pedras há um longo caminho. A mente compreende, mas a emoção dá um trabalhão danado para deixar as pedras irem embora.
As pedras também são ilusão, minha mente compreende isso. Só me machucam na medida em que eu permito ou estou aberta para ser ferida.
Ilusão.

Tenham uma ótima semana.


Ser Rebelde ou Andar com um “mentirômetro” no bolso

Setembro 5, 2009

Tenho assistido a muitas situações onde as palavras são usadas como lixo. Certezas descartadas sem cerimônia, promessas desfeitas sem aviso, tratos desconsiderados sem dó nem piedade.
O ser humano está assim. Perdeu a noção da energia e do valor da palavra. E a gente quase vai se acostumando com as mentiras e com o descaso. Duvidar virou normal.
A energia mobilizada com as palavras é realmente muito valiosa, E a estamos usando com tamanho descaso e irresponsabilidade.
A energia do “Verbo” descabidamente prostituída.
Prefiro manter minha posição de rebeldia contra isso, também sem cerimônia. Manter minha firmeza de caráter, acima de tudo. Não digo que não possamos reavaliar situações e mudar de opinião a respeito desse ou de outro assunto. Estou me referindo àquelas declarações, propostas, acordos que já são mentirosos no nascimento.
Impiedosamente mentirosos e a crueldade reside no fato de, invariavelmente, afetarem a vida de uma ou muitas pessoas.


A gaiola está aberta e você não sai

Agosto 21, 2009

Teve um dia em que você se colocou numa clausura e acreditou que nunca mais poderia sair daí. Por mêdo, quem sabe. Inventou e colecionou  montanhas de justificativas para permanecer nela.
Mas acontece que você nunca conseguiu realmente trancafiar a porta de sua prisão. Nem poderia, porque a prisão é ilusória, simplesmente não existe.

Sim, o que existe de mais real nesse momento é que você pode abrir suas asas. Experimente. Tudo o que está do lado de fora é seu. Basta uma decisão: deixar a gaiola de lado.
Ser livre é o maior dom de uma pessoa. Todo o resto perde valor quando não se é livre. Tudo o que você mais desejou sempre esteve alí, fora da gaiola. Aventure-se.
Talvez você se sinta um pouco desconfortável no começo – afinal, manteve-se preso por tanto tempo – mas não há mais tempo a perder. Tudo o que você mais deseja está a um passo, um único passo para fora da gaiola.
Nesse resgate da liberdade, sinta-se como uma criança desbravando o mundo. Ouse, saboreie, (re)descubra, ouça, sinta. Saia do automático. Delicie-se. Você merece!


Você pode comemorar ou se entristecer. A escolha é sua.

Janeiro 6, 2009

Existem momentos na vida da gente em que uma pausa toma lugar na vida. É o momento mágico, em que algo se completa, a última peça do quebra-cabeça é colocada.
Alguns se desesperam porque enxergam a etapa como um enorme e quase insuportável vazio.
Mas há os que conseguem compreender o final de um ciclo e comemoram mais uma etapa concluída.
A vida é assim. Algo sempre termina para que alguma coisa nova possa ser iniciada. Há de se ter maturidade para viver isso em estado de celebração e de compreensão de que a vida é um eterno fluir.
Na pausa, nada há a se fazer. Apenas comemorar o que foi finalizado. E aguardar um novo começo que está a caminho.


O mestre

Junho 30, 2008

O verdadeiro mestre não ensina nada, mas inspira tudo. Não teoriza como um professor, nem exige obediência cega a tudo o que diz. Ele inspira você a vivenciar, não a intelectualizar.

O verdadeiro mestre viveu enormes transformações, atingiu o domínio de si mesmo. Então, ao inspirar o outro, não transmite crenças, descrenças, dúvidas, certezas ou julgamentos.

Paz.

Lilian


Inquietudes

Junho 25, 2008

Refletindo um pouco.

Sim, também me observo em surtos de desesperança. Momentos em que é difícil relaxar e esperar o próximo passo.

Sim, também me surpreendo em momentos de insatisfação. Querendo transgredir ao invés de fluir.

Sim, também passo por inquietudes inexplicáveis. Querendo violar ao invés de silenciar.

É assim, nessas observações sobre minha humanidade que traço meu destino.

Busco inspiração. Respiro profundamente. Páro todo o movimento físico, respiro e começo a observar o vai e vem de emoções, palavras, sentimentos. Relaxo e deixo tudo passar.

Observo, mas não me identifico com nada, não julgo nada. Fico bem na minha própria companhia. Respiro, relaxo e observo. Identifico as dificuldades, olho para cada uma delas com carinho. Afinal, são as minhas dificuldades. Relaxo mais um pouco. Tem um pedacinho de mim esperneando muito. Observo, acolho ao invés de negar. Relaxo mais um pouco…e assim por diante…até esvaziar. Nada a fazer, nada a pensar, nenhum lugar para onde ir. Torno-me assim uma testemunha de mim mesma.

Paz.

Lilian